Lisboa: uma agradável surpresa!

Meu coração quase parou quando meu namorado (hoje marido) aceitou o convite de um casal de amigos para viajarmos com eles pela Europa. Eu sonhava tanto em conhecer aquele continente que mal conseguia acreditar nessa oportunidade. Dividir uma viagem com amigos é maravilhoso, mas isso significa dividir também o roteiro, e você precisa estar disposto a conhecer lugares que se estivesse sozinho não iria. E foi assim que eu fui parar em Portugal.

Admito que eu cultivava um certo preconceito quanto ao país, acreditava naquelas piadinhas infames em relação à inteligência dos portugueses e atribuía à colonização portuguesa todos os problemas do Brasil. Desembarquei em Lisboa feliz por estar na Europa, mas sem nenhuma expectativa com aquele lugar. Duas horas depois eu já estava encantada com a cidade, e os seis dias que se seguiram foram de verdadeira paixão por Lisboa. Saí de Portugal com vontade de voltar no mês seguinte e levar um monte de gente para conhecer e viver tudo aquilo que vi e vivi.

Por que ir a Lisboa?

Considero Lisboa o melhor destino para muitos brasileiros que querem fazer uma viagem internacional por diversos motivos: Primeiramente porque fala-se português, então se você não fala outro idioma ou fica inseguro por estar em um lugar em que você por mais que conheça não domina a língua local, esse é um ótimo país para você visitar. O clima é ameno e o inverno menos rigoroso. A comida é maravilhosa, e acredito que até os paladares mais “abrasileirados” conseguem apreciar a tão tradicional gastronomia portuguesa.

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Tenho a impressão de que Lisboa é relativamente mais barato que a maioria das capitais europeias e possui uma imensa variedade de atrações para todas as idades e gostos: história, cultura, música, balada, gastronomia, diversão, religião, compras, artes… E para quem acha que esse é um lugar de gente velha, religiosa e careta, irá se surpreender com o quanto essa cidade anda moderninha, principalmente quanto às relações homo afetivas e até ao uso de drogas em público. Diante de tantas atrações, elegi meus cinco lugares favoritos de Lisboa para compartilhar aqui.

1. Alfama

Alfama é o bairro mais antigo de Lisboa, e é puro charme! É formado por prédios com aquele tipo de arquitetura que a gente vê em filmes clássicos europeus, separados por ruelas que quase permitem um morador cumprimentar pela janela o vizinho do outro lado da rua com um aperto de mãos. Essas mesmas janelas são decoradas por flores e varais de roupas coloridas que enchem nossos olhos.

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Alfama abriga uma das maiores atrações históricas da cidade que é o Castelo de São Jorge, que também é um dos pontos mais altos com vista privilegiada para toda a Lisboa e para o Rio Tejo.

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É aqui também que você encontra as mais famosas casas de fado, que é um estilo musical tradicional do país. Um jantar em uma casa de fado é uma das atrações imperdíveis em Portugal, entretanto nos foi recomendado bastante cuidado ao jantar no bairro de Alfama, pois a segurança à noite não é lá essas coisas.

2. Belém

Você já ouviu falar da Torre de Belém? E dos pasteizinhos de Belém? Pois é, eles são daqui mesmo. Belém é aquele tipo de bairro que você tem que ir bem cedinho e só voltar á noite porque lugares para conhecer é o que não faltam.

O monumento mais famoso desse bairro é também um dos mais famosos do país: A torre de Belém. Foi de lá que há mais de 500 anos saíram as caravelas do descobrimento, que por acaso em certa ocasião pararam aqui no Brasil. É possível visita-la e subir até o topo, mas prepare as perninhas porque são muitos degraus em uma escada caracol super estreita.

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A poucos metros dali está o Padrão dos Descobrimentos, que é um monumento de 56 metros de altura, feito em homenagem à expansão marítima portuguesa. Ao fundo pode-se avistar a Ponte 25 de Abril, que dizem ser a mais alta da Europa e é muito parecida com a Golden Gate de São Francisco.

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Ainda falando de monumentos históricos, quase que do outro lado da rua encontra-se o Mosteiro dos Jerônimos, muito apreciado por sua arquitetura, e é o local que abriga os restos mortais de Luís de Camões e Vasco da Gama. Mas se você não está nem aí para essa história de monumentos, vá a Belém pelo menos para comer o mais famoso e tradicional pastel de nata do país na Antiga Confeitaria de Belém, que se intitula como única fábrica de pasteis de Belém, e os fabrica desde 1837. Sobre esses pasteizinhos, não há palavras para descreve-los, só experimentando essa maravilha para entender.

3. Chiado e Bairro Alto

Sejam bem-vindos à região mais agitada, artística, noturna, cosmopolita e cultural de Lisboa! (Posso morar aqui?) Lembra que no início eu disse que duas horas após minha chegada meu preconceito tinha caído por terra e eu já estava encantada com a cidade? Então, é porque esse foi o primeiro lugar que eu visitei. Cheguei varada de fome e já fui logo almoçando num restaurante no Largo do Carmo, uma praça em frente às Ruínas do Convento do Carmo. Saboreamos um delicioso bacalhau à Braz bem no centro da praça em que ocorreu o movimento que derrubou a ditadura e deu início à democratização de Portugal. Após o almoço começamos visitando as ruínas do convento destruído pelo grande terremoto e em seguida fomos caminhar pelo Chiado e pelo bairro alto, que é uma extensão do Chiado.

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Essa é uma região com uma arquitetura que lembra a de Alfama, porém mais jovial. É recheada por bons restaurantes, cafés, livrarias, galerias de arte, brechós, lojas de souvenir, chocolates, teatros, sexy shop e minha intuição me diz que também tem alguns estabelecimentos de diversão para adultos por ali.

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O Bairro Alto é a zona boêmia de Lisboa e onde a noite é mais animada e com gente bonita, mas lá a badalação começa tarde. No início da noite, o agito fica por conta dos restaurantes com seus jantares saborosos e espetáculos de Fado. Ao caminhar pelas ruas, é possível ouvir as vozes dos fadistas ecoando pelos estabelecimentos. Lá pela meia-noite, o movimento por ali já é intenso, e é aí que começa o agito. Para os baladeiros de plantão, esse é um destino obrigatório, bem como para os apreciadores das mais diversas expressões artísticas. Aqui se localiza o Café à Brasileira, frequentado no passado pelo escritor Fernando Pessoa que hoje se faz presente em forma de estátua, onde você como bom turista que é vai querer tirar uma selfie clichê ao lado dele, como eu fiz.

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4. Região da Baixa

Também conhecida como Baixa Pombalina, possui belíssimas praças e é como se fosse o centro de tudo, tanto geograficamente com metaforicamente falando. Além de possibilitar fácil acesso para as demais regiões, você também encontra de tudo e mais um pouco na Baixa: artistas de ruas, parques, praças, monumentos, museus, feiras, festas populares, lojas de grifes famosas, restaurantes, bares, teatros e todas as tribos.

A minha parte favorita dessa região é a Praça do Comércio e seus arredores. A Praça do Comércio é enorme e fica em frente ao Rio Tejo, onde muitas pessoas se reúnem para ver o pôr do sol. Lembro-me como se fosse hoje e com muita saudade de assistir a esse espetáculo nessa praça, tomando uma cerveja numa mesa externa do Museu da Cerveja, sentindo a brisa fria de fevereiro trazida pelo Rio Tejo tocando meu rosto, vendo as manobras dos skatistas contra o resto de luz do dia e ouvindo os músicos de rua tocando o tema de “O Poderoso Chefão” ao meu lado.

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Do outro lado está o Arco que separa a Praça da Rua Augusta, onde você encontra ótimos restaurantes com preços justos. Um outro lugar com boas opções de bares e restaurantes nessa região é a Praça dos Restauradores, inclusive, é lá que fica o Hard Rock Café. Para subir para as partes mais altas, nessa região você encontra ascensores, bondinhos e o disputadíssimo Elevador de Santa Justa, que te leva até ao Largo do Carmo, no Chiado, e possibilita uma maravilhosa vista da cidade. A Avenida da Liberdade é linda, moderna e a mais cara de Lisboa, é onde se concentram as lojas das grifes mais famosas do mundo.

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Por lá eu só passei para procurar vestidos de noiva, mas acabei encontrando lojas de vestido de noivas mais baratas na Rua da Prata, bem perto da Praça do Comércio. No topo da Avenida da Liberdade fica o Parque Eduardo VII, que é uma boa opção de diversão para crianças.

 5. Parque das Nações

Bem diferente dos outros lugares que falei, essa Região Possui uma arquitetura moderna e arrojada. Depois de tanta história e tanta cultura, confesso que o Parque das Nações apesar de ser muito lindo não me empolgou tanto quando o resto, mas não posso deixar de dar a devida importância a esse lugar. O local foi restaurado para a Expo 98, sediada em Lisboa no mesmo ano. Antes disso, era uma região industrial completamente poluída e degrada. Para mim, o ponto alto do Parque das Nações é sem dúvida o Oceanário de Lisboa: um aquário imenso com diversas espécies marinhas dos oceanos Atlântico, Pacífico, Índico e Antártico. Um espetáculo de cores e sons, pois ecoam através dos corredores escuros do aquário os sons do fundo do mar.

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Foi uma experiência ímpar que me provocou uma mistura de encanto e “medinho”, já que estar separada de uma turminha de tubarões e arraias por um vidro me deixava um pouco tensa rs. Mesmo assim, foi sensacional ver de perto essas e outras maravilhas, sem falar nos fofinhos dos pinguins que ficam na parte superior do aquário, num ambiente preparado para eles, com mini geleiras e tudo mais. Além do Oceanário, o Parque da Nações oferece diversas atrações, lindos jardins, construções modernas, restaurantes requintados, passeio de teleférico e o Shopping Vasco da Gama que é um dos principais centros comerciais de Lisboa.

Esse foi um breve resumo de tantas coisas boas que essa encantadora cidade oferece. Em posts futuros pretendo abordar assuntos mais específicos como dicas de hospedagens, bares, restaurantes, transporte, como comprar bilhetes, evitar filas, pontos de atenção e etc. Deixem aqui seus comentários, dúvidas, sugestões para próximos temas, e reclamações. Até a próxima!

A meia arrastão voltou!

Eu não sou, nunca fui e talvez por uma questão de interesse, jamais serei uma referência fashion. Meu gosto por moda tem um delay mínimo de uma década, por isso, se tem uma coisa que me deixa animada é ver voltar com tudo uma tendência do passado. Sabendo disso, calculem o quanto eu tô feliz com a volta da meia arrastão!!!

Pois é, ela tá de volta e agora só dá ela, tá na corpo e na boca da mulherada. No corpo das mais estilosas, e na boca das menos ousadas. Sim, a bonitinha anda dividindo muitas opiniões por aí, tem gente amando e tem gente criticando. Já ouvi muitas vezes de pessoas entendidas do assunto que na moda não existe certo nem errado, e eu particularmente gosto de acreditar nisso. Desde que se tenha estilo para sustentar determinado look, por que não?

Basta fazer uma busca rápida na internet sobre o assunto e você verá looks bastante versáteis usando a peça, de modernos à românticos. Na minha leiga opinião a peça pode conferir um tom despojado, retrô e/ou sexy ao visual, depende da composição e da intenção. Tem de diversas cores e o tamanho dos “buraquinhos” também são variados. Eu, particularmente prefiro as pretas com tramas mais largas.

Para mim a meia arrastão carrega uma nostalgia muito legal, pois além de moda ela me remete música também. Sim, música! Boa parte das minhas “musas musicais” do passado usavam e abusavam dessa peça, e eu inspirada por elas também já desfilei muito por aí com o com as pernocas (des) cobertas pelas “meias saco de laranja”,como dizia vovó.

Madonna, a eterna rainha do pop é minha maior referencia no uso da meia arrastão na vida.

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Cyndi Lauper, a cantora que deu voz ao nosso hino “Girls Just Want To Have Fun” também já vestiu muito a peça na década de 80.

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Cherie Currie, a primeira vocalista da banda feminina The Runaways, arrasava nos palcos cantando o hit “Cherry bomb” com o look meia arrastão, cinta liga e espartilho.

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Courtney Love, a deusa do grunge, ex vocalista da banda Hole e viúva de Kurt Cobain usou, usa e usará.

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Pitty, a musa do rock Brasileiro, sabe como ninguém compor um look com a peça padrão do guarda roupa pop and rock.

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Atualmente e ainda no mundo da música, Anitta é a famosa que mais vejo usando essa nova velha tendência, mas não vai ter foto dela nesse post porque  selecionei apenas as cantoras que gosto, e com todo respeito ao trabalho e à competência da “poderosa”, nessa lista ela não entra.

Seja nos palcos, nas passarelas, na TV, nas revistas, nas redes sociais ou rua, a meia arrastão tá bombando; com saias, com shorts, com calças, ela tá com tudo! E você, o que acha? Usa? Usou? Usaria?

Memórias de viagens – Eurotrip

DSC07033.JPGNormalmente as pessoas pensam que uma viagem acaba quando a gente volta pra casa, mas eu não, minhas viagens são eternas! Depois que volto continuo viajando através de fotos, vídeos, áudios, conversas, músicas, cheiros, sabores, dos filmes e documentários que assisto sobre o lugar (é normal querermos buscar ainda mais informações dos lugares fomos, ou só eu faço isso?). Enfim, tudo que seja relacionado àquela viagem me leva de volta ao passado. E o post de hoje é sobre isso.

A exatamente 3 anos atrás, eu embarcava para a viagem mais esperada da minha vida: Europa. Passei o Valentine’s day sobrevoando o atlântico com meu amor, e o nosso primeiro destino dessa jornada era Lisboa em Portugal. Lá encontramos um casal de amigos que na época moravam em Brasília, com os quais dividiríamos os próximo dias de aventura.

Foram 22 dias, 4 países, 12 cidades, 1 campo de concentração, 1 parlamento, 2 mosteiros, 3 cervejarias, uma dúzia de palácios e castelos, mais de 170 litros de cerveja, algumas garrafas de vinho, dezenas de pubs e restaurantes, muita comida, diversos parques, um tanto de museus, incontáveis igrejas, chocolate para abastecer uma páscoa… e o melhor de tudo: 1 noivado. Sim queridos, eu fui pedida em casamento na Europa.

E em comemoração ao aniversário dessa viagem que tanto marcou minha vida, vou postar aqui nos próximos dias, diáriod de bordo com dicas e informações de cada uma das 12 cidades que visite: Lisboa, Berlim, Potsdam, Munique, Oberammegau, Schwangau, Dachau, Frankfurt, Bruxelas, Bruges, Gent e Amsterdam.

Quer conferir? Então não deixe de acompanhar aqui.

Até a próxima parada: Lisboa!

 

Obrigada 2016!

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2017, o ano novo mais esperado de todos os tempos enfim chegou. Desde meados do anos passado, súplicas como “acaba logo 2016”, tem sido frequentes em todas as redes sociais.  Foi um ano difícil para mim, para você, para o Brasil e para o mundo. Guerras, atentados terroristas, acidentes, catástrofes, crise, desemprego, escândalos políticos, mortes, epidemias e tantas outras tragédias que eu não consigo listar. Faltou amor, sobrou intolerância.

Nesses meus 32 anos de vida e desde que eu me entendo por gente, não consigo me lembrar de um ano tão difícil para mim.  2015 foi um ano marcado por uma grave doença na família com todas suas intercorrências, e eu achava que estava vivendo um momento crítico e complicado; até chegar o novo ano rs…

Em 2016, depois de ter perdido meu pai tantas vezes para escolhas erradas nossas, eu enfim o pedi para a morte. No mesmo dia, meu marido também perdeu o emprego. Perdi oportunidades, perdi dinheiro, perdi a confiança em  algumas pessoas, perdi a paciência, perdi a cabeça, perdi a razão, perdi amigos para a morte, perdi “amigos” para a vida, alguns amigos perderam seus pais. Ah, eu também perdi a oportunidade de responder adequadamente a cada um que me chamou de sumida nesse ano de tantas perdas e feridas, uma pena isso!

Mas eu não sou do tipo de gente que só enxerga o copo meio vazio, e apesar de todas as perdas (muitas aqui não citadas) esse foi o ano em que eu me graduei na tal escola da vida. Posso dizer que todos os “pé na bunda” que eu recebi só me jogaram pra frente, e que os passos pra trás que eu dei, foram na verdade um impulso para saltar mais longe em 2017. E é por isso que que hoje, no primeiro dia desse ano cheio de esperanças eu estou realizando o desejo de ter um blog, e o inaugurando com uma mensagem de gratidão a esse ano cheio de aprendizados e auto conhecimento.

Obrigada 2016 seu lindo, por me provar que eu era muito mais forte do que eu imaginava, por transformar cada lágrima em superação e vontade de fazer diferente, por me permitir conhecer meu lado sombrio e aprender a importância de dominá-lo, por me mostrar que minha língua afiada às vezes precisa sim de limites e que magoar deliberadamente alguém dói em mim também, por permitir que cada decepção me tornasse ainda mais próxima do meu marido, o que criou em nós uma cumplicidade nível “parceiros do crime perfeito”, por reconhecer o valor inestimável da família (alô Dom Corleone!), e acima de tudo por não me deixar desanimar nem perder a esperança.

Não importa se seu ano ou seu dia foram difíceis, ou se a vida está de cabeça para baixo, sempre haverá uma saída, nunca desista nem deixe de sonhar. Gratidão 2016!

E você, quais são suas expectativas para 2017?